Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na , na castidade. (1 Tm 4, 12)

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Palavrão convém a Cristão?

Quando se fala em santidade ainda se confunde muito quanto o que deve ser feito para alcançá-la, e a quem ela é reservada. Quanto à segunda dúvida, digo-lhe, a santidade é reservada a todos aqueles que desejam a salvação em Cristo, ou seja, a vida eterna na glória de Deus. Se você deseja isso, então a santidade é reservada a você. Mas, o que fazer para alcançá-la?

Antes de tudo, santidade é renúncia. É amor! É renunciar por amor tudo o que nos afasta de Deus. É necessário prestar atenção, principalmente, em pequenos detalhes, que fazem muito a diferença.

Uma das coisas que muitos tem dificuldade para renunciar quando se encontra com Jesus é o maldito palavrão! Quantos servos de Deus, pregadores, músicos e até sacerdotes eu vejo que ainda não se desligaram desse mal tão antigo, que São Paulo já advertia em suas cartas. Também no Antigo Testamento Isaías alertou sobre esse tema, e as consequências desse mal. Nossa fraqueza, típica da condição humana, acomoda-se com tudo, sem se preocupar se há a aprovação de Deus ou não. E uma boca que profere palavras torpes, é triste, não comunga da totalidade de graças que Jesus deseja derramar em sua vida.

É preciso entender o porquê de o palavrão ser um mal. Orienta-nos São Paulo: “Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças” (Ef 5, 3-4). Daí já temos uma resposta mais do que convincente para renunciarmos de vez as palavras obscenas. São Paulo entendeu o que se diz no conhecido ditado "a boca fala do que o coração está cheio". Ora, se o coração está cheio de sexualidade, malícia, escárnio, impureza, as palavras proferidas serão logicamente com essas mesmas torpezas. E é claro que todo palavrão é relacionado à sexualidade. Então tem a pergunta: sexualidade é ruim? Não, pelo contrário, é algo criado por Deus. E tudo criado por Deus é bom (Gn 1, 31), desde que utilizado de forma correta. A sexualidade como se vê hoje (e já se via desde o tempo de Abraão, em Gn 19, 4-5. O verbo "conhecer" aqui é utilizado no sentido de "ter relação sexual", da mesma forma que Maria disse ao anjo que "não conhecia nenhum homem", em Lc 1, 34), é completamente adversa ao que Deus planejou para as nossas vidas. A sociedade paganiza-se cada vez mais, o sexo é deturpado, entendido como simples prazer por prazer, e isso se reflete no palavreado que se usa. Quem se decide por Jesus não pode deixar-se acomodar com esse tipo de vocabulário em sua boca. Diz o salmista: “Minha boca não pecou, como costumam os homens” (Sl 16, 4a). São Paulo ainda orienta sobre o caso dos palavrões na carta aos Colossenses, no capítulo 3, versículos 8 a 10: “Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do novo”. Percebemos que o caso é muito sério! Além disso. Jesus nos fala que "onde está o teu tesouro, lá está também o teu coração"(Mt 6, 21). Comparemos essa passagem com o ditado citado, e poderemos concluir que "a boca fala daquilo que é o nosso tesouro". Daí entendemos o salmista quando diz: “Que minha boca proclame o louvor do Senhor, e que todo ser vivo bendiga eternamente o seu santo nome” (144, 21).

O famoso roqueiro João Gordo disse em uma entrevista a uma rádio que o palavrão é algo que hoje é normal, já faz parte do vocabulário brasileiro, ou seja, quem não fala palavrão não pode ser chamado brasileiro de verdade. Nos dicionários, infelizmente, já se tem todos os palavrões conhecidos, com seus respectivos significados. Se há alguma dúvida de que o palavrão não é relacionado com a sexualidade depravada, é só procurar no dicionário o que cada um significa (como se o brasileiro não o soubesse). Muitos se convencem que palavrão é comum justamente por encontrá-los em nossos dicionários.

E se dizer um palavrão é ruim, contra um irmão é pior ainda! Segundo a Santa Palavra, constitui num pecado gravíssimo! Diz-nos Jesus em Mateus 5, 22: “Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da Geena”. Aqui podemos concluir o seguinte: se Jesus não tolera sequer ofensas com palavras como "louco" ou "raca" (que quer dizer "imbecil", "idiota"), quanto menos tolerará um palavrão proferido contra alguém. Jesus condena severamente tal procedimento, indicando que sequer uma oferta a Deus poderá ser feita se alguém assim proceder (versículos 23 e 24). E quanto a nossa Salvação? Será que a alcançaremos com palavras torpes em nossa boca?

Se você busca agradar a Deus, e dele receber a suas bênçãos, elimine o palavrão de seu vocabulário. “Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno” (Is 58, 9-10). Não siga o dicionário por completo, só porque ele indica ali os palavrões, mas siga a Palavra de Deus, essa sim por completo. Não siga o João Gordo, e sim Nosso Senhor Jesus Cristo e seus mandamentos. Jesus nos dá a Salvação. João Gordo... É alguém que precisa muito de conversão. Homens e mulheres santos não dizem palavrão! Afinal, “não devo eu cuidar de só dizer o que o Senhor põe na minha boca?” (Nm 23, 12).

A paz e fogo!

Por: Anderson Luiz da Silva
  

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